<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3490021953667803226</id><updated>2012-02-16T11:42:53.876-08:00</updated><title type='text'>CONTO DE NATAL</title><subtitle type='html'>[PRIMEIROS SINTOMAS]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3490021953667803226/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Primeiros Sintomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03947651074249432086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3490021953667803226.post-494444256567042163</id><published>2009-01-23T08:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T08:51:20.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Texto &lt;strong&gt;Miguel Castro Caldas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Encenação &lt;strong&gt;Bruno Bravo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Interpretação &lt;strong&gt;Ana Brandão, Catarina Mascarenhas, Gonçalo Amorim, Gonçalo Waddington, Peter Michael, Raquel Dias, Sandra Faleiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cenário &lt;strong&gt;Stephane Alberto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Figurinos &lt;strong&gt;Chissangue Afonso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Música &lt;strong&gt;Sérgio Delgado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Direcção de produção&lt;strong&gt; Mafalda Gouveia &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Estreia espaço Abril em Maio, 10 de Dezembro de 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avarento Ebenezer Scrooge – inspirado na personagem central da obra de Dickens - é visitado pelo fantasma de Marley (seu antigo colega já falecido) que lhe propõe uma viagem redentora ao passado, ao presente e ao futuro. Nas ruas dos mendigos, dos vendedores, das prostitutas, que podem também ser as ruas de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Christmas Carol&lt;/em&gt; de Charles Dickens foi mais um pretexto – e neste caso também um pré-texto - para se fazer um projecto que nascesse neste espaço da Abril em Maio, onde os Primeiros Sintomas também nasceram lado a lado com o &lt;em&gt;Monstro&lt;/em&gt; de Frankenstein. O texto do Dickens tem a inocência moral verdadeiramente inspiradora a uma peça original que aconteça no Natal deste mundo de hoje. Onde estamos com o nosso pequeno país, nesta cidade onde também cabe o Regueirão dos Anjos e onde às vezes vêm os sem abrigo conversar. E o que é facto é que hoje nunca é hoje, é sempre o que vem a seguir e o que aconteceu antes. Mas o teatro, mais do que qualquer outra forma de arte, tem a doce pretensão de nos iludir com o presente. E se, levianamente mas para nos entendermos melhor, chamamos ao mundo &lt;em&gt;o mundo de hoje e que está como está&lt;/em&gt;, falamos também de vários mundos - os nossos e às vezes os dos outros - mas sem nunca percebermos nada. Também os mendigos, os que passam fome, os drogados e as prostitutas têm cada um o seu mundo, muito distante do meu e que nem sequer habita nesta peça.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Bruno Bravo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;A sinopse do &lt;em&gt;A Christmas Carol&lt;/em&gt; de Charles Dickens é a de um homem velho avarento e amargurado que é levado numa viagem de três dias, guiado por três fantasmas, um em cada dia, a revisitar a sua vida. No primeiro dia é levado aos natais da sua infância e juventude, como nos morangos silvestres do Bergmann. No segundo dia, mostram-lhe os natais do tempo presente de outras pessoas à sua volta. No terceiro dia, é levado a ver o seu futuro, que é a morte. Com esta viagem, Scrooje é confrontado com o seu percurso, tomando a consciência do homem em que se tornou. Percebe que o seu comportamento ao longo da vida o levará a um fim triste e deprimente. Mas ainda há tempo de mudar, na linha da reforma protestante da defesa do trabalho como única maneira de salvar a alma, ao contrário da ideia católica do arrependimento. Ao assistir à sua própria morte, Ebenezer Scrooje assusta-se e resolve modificar o seu comportamento e torna-se num homem afável, tratando bem o seu empregado, a sua família e os pobrezinhos da rua. Existem inúmeras adaptações deste texto de Dickens, para cinema, televisão, livros infantis, em desenhos animados, etc.&lt;br /&gt;Esta peça de teatro que os Primeiros Sintomas apresentam não tem quase nada do texto de Dickens. Segue e desvia-se vagamente da sinopse acima enunciada. É um texto feito quase a partir do zero e que ao longo da sua construção tomou consciência de duas coisas: uma foi perceber que as ferramentas que Dickens utiliza para valorizar o natal são as mesmas que podemos usar para pôr o mesmo natal entre parêntesis. A sua personagem, Ebenezer Scrooje, que evolui de homem rico avarento e amargurado para homem rico generoso e catita, faz-me pensar, com os meus olhos dos dias de hoje, que o primeiro Scrooje amargurado com o natal tem uma certa razão antes de evoluir para o segundo Scrooje generoso, que me pareceu até um bocadinho hipócrita, tendo eu ficado sem perceber muito bem se a esmola que ele dá é para salvar o mundo ou para se salvar a si próprio.&lt;br /&gt;A segunda coisa foi o problema da viagem de Scrooje pelo tempo. Colocar os três tempos (passado, presente e futuro), que Dickens separa em três dias, todos no mesmo plano e a falarem uns com os outros. Aqui aparece a questão da evolução da personagem, tão cara à narrativa, que me levou a lembrar-me da célebre carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, explicando a génese dos heterónimos, em que depois Casais Monteiro responde, dizendo-lhe que acha muito bem mas que não nota evolução na sua obra, a que Pessoa lhe responde a também célebre frase: “eu não evoluo, eu viajo".&lt;br /&gt;A viagem do vagabundear, do andar de um lado para o outro, do não ir a lado nenhum, do chegar ou não chegar. Entre um natal e outro natal. Entre o nado e o nada. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;*** &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há frases, que eu saiba, tiradas a Alain Corbin, Alberto Caeiro, Giorgio Gaber, Jorge Luís Borges, Sebastião da Gama, aos Sem-Abrigo de Lisboa, ao Diário de Ana Brandão.&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;Miguel Castro Caldas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3490021953667803226-494444256567042163?l=contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com/feeds/494444256567042163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com/2009/01/texto-miguel-castro-caldas-encenao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3490021953667803226/posts/default/494444256567042163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3490021953667803226/posts/default/494444256567042163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contodenatal-primeirossintomas.blogspot.com/2009/01/texto-miguel-castro-caldas-encenao.html' title=''/><author><name>Primeiros Sintomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03947651074249432086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
